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Sexta-feira, Julho 02, 2004



O balaio da Maria

Desde 2001 a Maria das Quanta vem se apresentando pelos palcos da capital trazendo um repertório pra lá de recheado, com muitas canções próprias e releituras, no maior estilo rítmico ¿mistura geral-MPB¿.

A banda Maria das Quanta é formada por Alex Manzoni(bateria), Nando Porto (violão,voz e guitarra), Thais Morell (voz, violão e guitarra), Bruno Karam (baixo), Gleyson Meneguci (percussão) e Japa (técnico de som e produtor)

Quando nasceu a ¿Maria das Quanta¿?
Alex: O projeto de ter uma banda de MPB surgiu em janeiro de 2001. Só que a realização deste teve início no mês de outubro de 2001 com a primeira apresentação da banda.

E como surgiu esse nome?
Alex: É sempre complicado a escolha de um nome para uma banda. No nosso caso uma das integrantes da banda já tinha o nome MariaDasQuanta na cabeça. Não teve um motivo específico para a escolha deste nome. Apenas achamos um nome forte e que seria de fácil identificação para a moçada.

Quais os compositores preferidos, mais interpretados pela banda?
Alex: No trabalho de música cover tocamos de tudo um pouco. Mas com certeza Lobão , Cássia Eller, Marisa Monte, Chico Buarque, Gilberto Gil estão entre os preferidos.

Vcs tocam músicas próprias.. .
Alex: Todos sempre trazem alguma coisa de letra ou melodia. Mas normalmente quem se em carrega de colocar um arranjo nas letras trazidas é o Nando(vocal, guitarra). Isso não é uma regra. Temos músicas feitas por inteira por um componente apenas.

Como surgem as composições? Quais as influências ?
Alex: As letras normalmente são escritas demonstrando uma situação do cotidiano. Colocando um ponto de vista de acordo com os ideais de cada compositor. As influências são praticamente as citadas acima.

Parece que vocês estão com um cd quentinho, saído do forno. Diz para nós há quantas anda este projeto.
Alex: Infelizmente tivemos problemas para a gravação do CD. Além da banda ter passado por algumas modificações, a parte financeira também não colaborou. Problemas enfrentados por quem é independente. Não temos previsão para lançamento ainda.

Os shows de vocês além de animado e cheio de surpresas, é interativo. Como a platéia reage?
Alex: É engraçado ver a reação das pessoas quando ouvem uma música em que o arranjo foi completamente mudado. E o mais legal é elas curtindo o novo arranjo. Muita gente vêm conversar depois dos shows elogiando o trabalho, e principalmente as músicas próprias da banda, que sempre estão presentes no repertório.

O que acha da cultura curitibana em termos de música?
Alex: É complicado falar de música em Curitiba. Infelizmente a cultura curitibana tem muito o que evoluir. A mudança só irá vir com a união de todos os artistas. Cobrando a profissionalização de cada meio. O mais triste é que a união esta distante de acontecer. Música é profissão, temos que fazer as pessoas entenderem isso. Bares sobrevivem de música, sem música muito bar fecharia. Pensem nisso!!!

O que estão preparando no momento?
Alex: Temos como projeto a gravação do CD. Provavelmente lançaremos antes um CD com 5 ou 6 faixas. Que deve sair logo. No mais é tocar, tocar e tocar.

Onde podemos conferir o ¿Maria das Quanta¿? Onde estão se apresentando
Alex: O nosso site esta bem desatualizado. Está sendo construindo um novo site com a nova formação da banda. As pessoas que se interessarem por saber de shows ou novidades da banda, mandem um e-mail para mariadasquanta@mariadasquanta.com.br que mandamos tudo sobre a banda para vocês.



postado por: Ju Blablas 4:19 PM



Sexta-feira, Junho 18, 2004



Voz e violão em sintonia

Indioney Rodrigues traz novidades para este ano. Está trabalhando num projeto solo do seu mais novo espetáculo, com uma pesquisa sonora bem restrita à voz e violão apenas, muito diferente do primeiro cd Barroca, lançado em 2002.

Além de compositor, arranjador, professor de música na UFPR, este ponta-grossense é também dirigente do grupo vocal Poca Boca. ¿Um pessoal bacana que se dispõe amorosamente para cantar juntos, não tem apoio financeiro de ninguém. A minha relação com o grupo é essa, estamos juntos porque é um barato estar lá¿ conta Indioney.

Numa entrevista você citou que o cd Barroca foi o ponto final de algo em sua vida. E agora, em que ponto ela anda ?
Indioney Rodrigues: Me relacionei com o disco de forma biográfica. Quando eu fiz o Barroca eu estava num período que falava de cinema e folcore, e o processo foi de encontro a essas necessidades. Agora é um novo ano, novo processo, nova cabeça. Estou mais projetado para o futuro.

Foi muito difícil concretizar o cd? Já que foi com o apoio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura?
Indioney: Não teve nenhum problema não, captamos o dinheiro todo. Esperamos dois anos, mas rolou. Os artistas têm certa resistência de lidar com grana e produção, mas se hoje em dia o sujeito for pensar nisso está perdido.

Este circuito no qual você está, além de independente é muito seleto. Como é sobreviver com esse público, sem grande mídia?
Indioney: Por enquanto não tem sido difícil. Porque acredito que não tenho muito público mesmo. Não relaciono isso como um problema. Uma vez um professor disse que o público você conquista um a um. Cada vez que você se apresenta, vende um disco. E se você pensar nesta questão, fiz o trabalho, gravei o disco e se uma só pessoa foi tocada por aquilo, já valeu a pena, pois uma pessoa é um universo muito grande. Não tenho pensado em quantidade.

E o que está planejando para este ano?
Indioney: Estou trabalhando em três projetos ainda para o primeiro semestre. Estou preparando um novo espetáculo solo, bem diferente do ¿Barroca¿, com um novo ciclo de canções. Tenho um outro projeto de composições para piano e recital e um outro projeto com o grupo Poca Boca para as primeiras apresentações.

postado por: Ju Blablas 4:35 PM



Sexta-feira, Junho 04, 2004


:::: ESTORDELIA ::::

Quais são os assuntos abordados nas letras?
As letras são todas em português e falam sobre diversão, problemas sociais, loucuras do cotidiano, e amor.

Quem é o compositor da banda?
Todos contribuem com as letras, mas a maioria, são compostas pelo Fausto (vocalista) e por mim.

Qual o estilo do grupo?
Essa é difícil! Como todos os interessantes tem influências diferentes, o som da banda acaba se tornando muito rico em ritmos, mesclando nas músicas hardcore, ska, funk, pop, e até um pouco de samba, como na música "Têm Rock e Samba", que participa como faixa no cd "Sincão - Uma Porrada de Bandas Curitibanas".

Quem é o público da Estordelia?
Na maioria gente que curte e tem interesse em conhecer som próprio. O nosso trabalho é bastante divulgado nos bairros do Boqueirão e Bairro Alto, e também por grandes amigos que curtem o som e nos dão grande força nas apresentações ao vivo da banda.

Como é o repertório do show?
É composto na maioria por músicas próprias e também por covers de bandas nacionais e internacionais.


Quais as principais influências do grupo?
Cada integrante têm suas influências particulares. Muito rock, funk, soul, e hardcore.

Qual a abertura que a banda tem nas rádios?
Já tivemos nosso trabalho divulgado no programa "Curitiba Inconcert" mas o espaço para divulgação é muito pequeno.

Encontram muitas dificuldades em fazer música em Curitiba?
É enfrentar o curto espaço e a falta de lugar para tocar, é fazer parte de um cenário onde existem muitas bandas de muita qualidade e muita originalidade nos mais diversos estilos, é ter que aceitar tocar de graça, mesmo quando seus amigos, e até namorada, tem que pagar para ver sua banda tocar, é tentar uma oportunidade no meio das bandas que já possuem um certo ¿prestigio¿ quando acontece algum evento mais organizado e de maior ¿importância¿ na cidade, é muito foda. Mas é muito bom. hehe!

E o cd? É independente?
Nós temos um cd Demo, gravado em alguns estúdios de Curitiba, totalmente independente.

Onde comprar o cd?
Nos lugares onde a banda estiver tocando, durante as apresentações, por e-mail ou telefone.

Telefones para contato?
- Fábio 367-2196 / 9612-7549, Gregório 286-4019, Fausto 278-6648 ou pelo e-mail: estordelia02@hotmail.com.



Serviço:
Porão 88
Rua Carlos Cavalcanti (logo depois do Empório São Francisco)


postado por: Ju Blablas 11:06 AM



Quinta-feira, Maio 27, 2004

Grupo FATO



"Percussão de Tamanco é Dança"
Entre as batidas de um tamanco e outro, o grupo paranaense FATO completa em 2004dez anos de estrada. Na bagagem trazem muita música rica, original, mesclando o tradicional com o inusitado e demonstrando um evidente toque próprio.
O grupo formado pelos paranaenses Alexandre Nero (voz, violão,percussão), Gilson Fukushima (guitarra, violões, viola, voz), Priscila Graciano (percussão, bateria e voz) e os produtores Zé Loureiro Neto (bateria, percussão, voz), Grace Torres (teclados e voz) e Ulisses Galetto (baixo, violões, voz) esbanja estilos, ritmos - que vão do regional ao mundial- e criatividade com os cds "Fato" 1995, "Fogo Mordido" 1997, "Oquelatá Quelateje" 2000 e "Oquelatá Quelateje ao Vivo" em 2003.

Quando nasceu o grupo "Fato"?
Grace: Em 1994 (este ano estamos completando 10 anos de atividade).

"Fato"? Como chegaram à escolha do nome?
Grace: FATO era apenas um nome provisório. Quando começamos não pensávamos em nos transformar em um grupo. Tínhamos nos reunido apenas para produzir um show com compositores paranaenses. Aí, como o show ficou legal, resolvemos inscrevê-lo num Festival de Arte e Cultura e, para isso, precisávamos de um nome de grupo. Como não chegávamos a um acordo em nomes mais mirabolantes, um dia o Ulisses Galetto estava tomando banho e o nome FATO veio à sua cabeça. Ficou...
Depois de muito tempo, acabamos descobrindo que FATO significa também "sucesso".

Quais os compositores e poetas preferidos, mais interpretados pelo grupo?
Grace:Os mais freqüentes são Antonio Saraiva, Luiz Antonio Fidalgo, Marcelo Sandmann. Mas já gravamos ou tocamos mais de 30 compositores diferentes, entre eles o Arnaldo Machado (ex-Opinião Pública), Carlos Todeschini (ex-Acordança); os poetas Roberto Prado, Edu Hoffmann, Paulo Leminski, Luiz Felipe Leprevost (esse aí é da novíssima geração) e mais uma porção de gente bacana.

E as composições próprias? Quem é que fica responsável pelas letras e melodias?
Grace:Quase todos do grupo são também compositores, com exceção da Priscila Graciano e do Zé Loureiro Neto. Eles "compõem" de outro jeito, na verdade. Principalmente o Zé, que inventa um monte de sons alternativos e desenvolve instrumentos.Quem mais compõe canções para o grupo é o Ulisses Galetto, que é tanto letrista quanto compositor de músicas. Às vezes há parcerias dele comigo, com Alexandre Nero, Marcelo Sandmann ou Antonio Saraiva, por exemplo. Alexandre Nero também compõe letras e músicas, mas também temos parcerias. Gilson Fukushima e eu também temos composições, mas o nosso forte está mais na música do que na letra (por enquanto - he he he). Também costumamos pegar poemas que nos chamam a atenção e musicar: já aconteceu com Edu Hoffmann, Luiz Carlos Heleno, Paulo Leminski, Ricardo Corona e outros.

Todos os integrantes do grupo são curitibanos?
Grace: Todos são paranaenses. O Ulisses Galetto é de Castro e o Gilson Fukushima é de Umuarama. Os outros todos são curitibanos...

Quando os tamancos do Fandango começaram a fazer parte do Fato?
Grace: Em 1996, quando estávamos produzindo o nosso segundo CD - Fogo Mordido - com o produtor carioca Paulo Brandão, que estava muito curioso para conhecer algum ritmo típico do Paraná. Aí eu me lembrei das aulas do Professor Inami Custódio Pinto na faculdade e, apesar de nunca ter conseguido ver o Fandango até então (pois ele estava quase que completamente extinto), a gente foi atrás e conseguiu que dois tamanqueadores participassem do CD, na faixa "A noite". Logo que começamos a fazer os shows de lançamento desse CD, "A noite" virou um "hit" do FATO.

E o amor pelo Fandango? Quando foi a descoberta e a união do folclore com o grupo?
Grace: Depois dessa gravação em 1996 e com a entrada do Alexandre Nero no grupo em 1997 (antes ele fazia parte do nosso público), o estímulo para se aproximar do Fandango só cresceu. O Alexandre dizia, com a propriedade de ter sido nosso público, que essa coisa dos tamancos batidos era muito bonita e devia ser mais explorada. É claro que a gente concordava 100% com isso. Juntou "a fome com a vontade de comer" e nada mais segurou a "tamancaria" nos ensaios.

O que o Fato quer dizer com as suas músicas e tamancos?
Grace: Puxa, essa pergunta é complexa. Se você a fizesse para cada um dos integrantes, encontraria bastante diferenças nas respostas... não necessariamente antagônicas, mas complementares, principalmente.
Respondendo, então, à minha maneira: a gente escolhe as músicas para arranjar, em primeiro lugar, pela letra. Aí entram critérios de linguagem poética, conteúdo (o assunto de que trata a letra é muito importante para nós) e forma. A melodia é importante também, mas, se ela não for tão boa assim e a letra for muito boa, a canção entra no repertório e a gente cria um arranjo musical que a enriqueça.
Nos arranjos, a gente sempre procura usar elementos musicais de estilos diferentes, mas que combinem entre si ou se destaquem mutuamente. Por exemplo, tem uma música ("Odisséia") em que a gente usa um ritmo iraquiano na percussão junto com um baião no baixo e no violão, e eles casam perfeitamente. A gente tem um samba que não é bem samba, polca que não é bem polca, etc. Tem sempre alguma coisa que "não permite" que aquele estilo seja puro. Por exemplo, jamais faríamos um chorinho com violão, pandeiro, cavaquinho e flauta, que são os instrumentos tradicionais do chorinho. Não é porque não gostamos dos estilos puros - se eles não existissem, não poderíamos brincar de "corromper" a pureza deles. Isso é só uma escolha estética, que acaba ajudando a refletir sobre a falta de identidade cultural musical daqui. Nós somos um grande caldeirão de raças e costumes em Curitiba e no Paraná. Uma metáfora pra ilustrar: no FATO a gente faz o polonês se casar com a libanesa e ter um filho que canta polca em árabe fazendo uma cobrinha subir da cesta e gritar "Hei!" no final.
E, por último, os tamancos:como nós não somos fandangueiros de verdade, ou seja, de raiz (porque somos urbanos), mas amamos o tal do Fandango Paranaense (que é completamente diferente de outros fandangos que existem Brasil afora), resolvemos aprender a tamanquear (pra quem não conhece, fazer ritmos rápidos no chão com os pés calçados em tamancos de madeira, bem barulhentos). Fazemos algumas das batidas do Fandango Paranaense, mas isso deve dar 10% de um show ou de um CD. Usamos, em essência, o SOM dos tamancos de madeira para fazer muitos outros ritmos. Na verdade, o que fazemos é tirar os tamancos de seu contexto natural e recriar a função deles em nossa proposta estética de combinar estilos e ritmos diferentes.

O último cd, Oquelatá, foi gravado ao vivo não é mesmo? Qual a diferença de fazer um cd ao vivo e fazer em estúdio? Para vocês músicos, qual a sensação,o que é melhor?
Grace:Cada um tem o seu barato. É claro que o CD ao vivo tem mais energia, mais calor, porque você faz pra valer, com o público ali na sua frente. Nesse ponto é maravilhoso. Mas gravar em estúdio é muito bom também, porque você ouve absolutamente TUDO, como se tivesse uma lente de aumento em visão panorâmica sobre as músicas. Todo e qualquer detalhe pode ser trabalhado e retrabalhado, você pode fazer arranjos complementares para o seu instrumento e gravá-los em vários canais, enriquecendo a sonoridade. Você pode também descobrir efeitos e sons inusitados que valorizem uma idéia, etc. O estúdio pode ser um laboratório de criação adicional em cima da criação já feita. É muito bom também.

Vocês já são reconhecidos nacional e internacionalmente; como foi a recepção do público em outras capitais e na Europa?
Grace: Quando fazemos shows fora de Curitiba, sem exceção, somos sempre muito bem recebidos. O público fica muito curioso, empolgado mesmo com o formato do show, com os tamancos, com os arranjos que soam meio "diferentes" para a maioria, com os instrumentos (agora a nossa grande vedete é a "Tamancalha", um batedor de tamancos manual inventado pelo Zé Loureiro Neto). A última saída foi para São Paulo, com o show "Atamancados", no Instituto Itaú Cultural. Foi maravilhoso: a equipe de apoio deles é sensacional e profisssionalíssima e o público (tinha gente do Brasil inteiro) foi inesquecivelmente receptivo. É muito bom fazer show fora da sua cidade, onde não tem nenhum amigo assistindo, pronto pra aplaudir. Ninguém dali conhece as músicas do grupo. O que vale mais em tudo isso é que o público não tem obrigação de aplaudir, nem de ir lá falar com a gente sorrindo no final, nem de dar abraços, nem de comprar CDs. Quando isso acontece com um trabalho, se tem muita força pra continuar. E com a gente tem sido sempre assim. Por isso, acho, poderemos comemorar 10 anos no dia 8 de março (dia da primeira reunião) e novamente no dia 26 de agosto (dia da estréia do primeiro show: "Algo Noir").
No mais, nunca saímos do Brasil, infelizmente, apesar de todo mundo falar que o nosso som tem tudo a ver com a Europa ou os Estados Unidos. Não é tão fácil um grupo de seis pessoas viajar para tocar tão longe, os custos são altos e a nossa música não é comercial. Mas vamos continuar nos inscrevendo em Festivais. Um dia a gente vai. Enquanto isso, algumas rádios americanas têm tocado o FATO e TVs americanas alternativas exibem o nosso videoclipe. Recebemos também mensagens do público de lá.
Ah, temos um CD lançado na Europa - Fogo Mordido (Italia em 1999), porém sem show de lançamento...

Podemos dizer que o Fato já faz parte do cenário cultural nacional, pois vocês já participaram do projeto ¿Balaio Brasil¿ do Sesc e do ¿Circuito Nacional¿, ambos em São Paulo, entre outros. E agora, o que o Fato está preparando? Quais os planos e projetos para 2004?
Grace: Os projetos são muitos, vamos ter que escolher se tudo for possível de ser viabilizado. Pretendemos fazer uma versão do "FATO vai à Escola", que contemplou apenas a cidade de Curitiba, em âmbito estadual.
Estamos também elaborando repertório novo para um próximo CD, já que o "Oquelatá Vivo" é um apanhado de todo o repertório do FATO até o ano 2000. Depois disso já rolou bastante coisa nova e interessante, como novos parceiros e poetas aparecendo no pedaço, além de umas "ideiazinhas" nossas que ainda não foram registradas.
Estamos também trabalhando duro na construção do DVD, que será também uma espécie de documentário sobre o grupo, já que estaremos completando 10 anos. Então, foram decupadas mais de 50 fitas de vídeo antigas (desde 1994) para fazerem parte desse material, além de fotos, entrevistas e imagens especialmente produzidas para o DVD. Os responsáveis principais por essa trabalheira toda são o Mario Lopes, nosso roteirista (que decupou tudo e organizou num roteiro gigantesco todas essas coisas), o herói Zé Loureiro Neto, que está captando essas imagens antigas em sistema digital e editando tudo e o som, que será editado por Ulisses Galetto e Gilson Fukushima e mixado por Ulisses Galetto. Serão meses de trabalho. Só pra constar, esse projeto é sem patrocínio. Tivemos o apoio fundamental e sensacional do UNICENP com equipamentos para a gravação das imagens em 2003 e utilização da ilha de edição agora nas férias do início do ano. Depois, a odisséia das imagens continua na casa e no computador do Zé e a do som, nas casas e computadores do Gilson e do Ulisses, tudo no peito e na raça.

É muito difícil fazer música aqui em Curitiba?
Grace: Fazer música em Curitiba não é fácil, mas no Brasil inteiro não é também. Não é privilégio nosso a dificuldade. Nós, independentes, estamos lutando com monstros muito poderosos, chamados "jabá", gravadoras "majors", mercantilização da cultura, queda no padrão de educação oferecida às crianças nas últimas décadas (e sem isso o gosto e a curiosidade musical jamais vão sair do lugar), cultura do entretenimento fácil, etc... Mas a gente gosta do que faz, continua fazendo e não fica reclamando muito, não. Senão a gente mesmo pode desanimar.

Onde podemos conferir o ¿Fato¿? Como está a agenda do grupo?
Grace: Antes de mais nada e pra quem não conhece o FATO ainda, não somos um grupo que toca em lugares fixos, como bares ou casas noturnas - portanto não tocamos direto, toda semana. O nosso show é concebido para teatros, pois a gente usa diversos recursos técnicos para efeitos de cenário, para a iluminação adequada, etc...
Quanto à agenda: como ainda é antes do Carnaval e nesse país o ano começa de verdade só depois do dito cujo, a gente tem uns contatos feitos, mas nada confirmado ainda... De qualquer forma, é só fazer visitas periódicas em nosso site www.fato.org e conferir a agenda, que, acredito, a partir de março já vai estar começando a se rechear.

Qual a formação do grupo atual?
Grace: Aqui eu vou mencionar apenas os instrumentos principais de cada um, mas isso não vale muito, pois a gente troca bastante de instrumento, principalmente em shows. Quase todo mundo acaba indo pra percussão em algum momento, todos tamanqueiam, todos cantam um pouco e assim por diante. No show é bem legal de ver isso, dá uma movimentação intensa de palco e o público curte muito. Hoje, somos em seis integrantes: Ulisses Galetto (baixo, violões, voz), Alexandre Nero (voz, violão,percussão), Zé Loureiro Neto (bateria, percussão, voz), Gilson Fukushima (guitarra, violões, viola, voz), Priscila Graciano (percussão, bateria e voz) e Grace Torres (teclados e voz). E é sempre bom lembrar que a produção, nesses dez anos de história, tem sido assinada por Grace Torres, Ulisses Galetto e Zé Loureiro Neto.



postado por: Ju Blablas 3:51 PM



Sexta-feira, Maio 21, 2004

Vadeco e os
Astronautas



Os Astronautas de Curitiba

Vadeco e os Astronautas já foi e é notícia nas páginas de jornais e revistas do país, conquistando público e crítica com letras e melodias que falam de amor, paz e integração com um excelente profissionalismo musical sem cair na mesmice.

Vadeco -Voz e Violão, Vina Lacerda -Percussão, Jorge Falcon ¿ Guitarra e Teclado, Ricardo Ô Rosinha ¿Percussão, Leo Mariste - Baixo , estrearam nos palcos de Curitiba em 2000 fazendo a abertura do show de Tom Zé. Com um padrinho desses, não é muito difícil prever o futuro dos ¿nossos¿ Astronautas.

Quando nasceu o ¿Vadeco e os Astronautas¿?
Vadeco: Nasceu no começo de 2000, nós estreamos em abril deste mesmo ano abrindo o show de Tom Zé



Certa vez você disse que, a partir do momento que começou a pesquisar, começou a ficar confuso sobre os conceitos cósmicos... continua confuso? Continuou com a pesquisa ou parou de vez? rs.
Vadeco: Na verdade eu estou em um momento de vários questionamentos conceituais, sendo assim no momento não posso conceituar nem mesmo meus questionamentos. Rs

Você é supersticioso?
Vadeco: Digamos que eu tenho as minhas crenças.

Ator, compositor, músico, produtor... você pode ser considerado um artista ¿multimídia¿. Você sempre teve essa facilidade para lidar com a arte?
Vadeco: Quando criança sempre me envolvia com todo tipo de arte na escola, teatro, música, artes plásticas, para mim é muito natural, talvez pelo fato de eu sempre estar aberto para várias formas de arte e estilos, nunca fiz pré-conceitos daquilo que vou ver ou ouvir, consumir...Mesmo porque muitas vezes você precisa de determinado conhecimento para entender e só depois poder dizer alguma coisa.

Na letra das suas canções, é a arte recitando a vida ou a vida recitando a arte?
Vadeco: É a arte recitando a vida como arte

Como surgem as composições? Quais são as suas influências ?
Vadeco: Cada composição é um caso, algumas chegam prontas letra, acordes e melodia, o veículo é a inspiração completa carregada destas informações e codificadas de uma vez só. Em outros casos a composição é desenvolvida aos poucos sendo lapidada durante um tempo, tenho músicas que eu estou compondo há uns dois ou três anos e ainda não ficaram prontas.

E os elementos sonoros utilizados pelo grupo, quais são?
Vadeco: Violões, percussão, samplers, o que vier para contribuir é bem vindo como elemento, não somos uma banda que tem um rótulo de estilo , sendo assim temos a liberdade de misturar e experimentar o quanto quisermos.

Conta p/ nós os troféus que você já tem na estante!! Já ganhou o prêmio de melhor trilha sonora de filme , melhor cantor...
Vadeco: O mais recente foi o Premio Gralha Azul de melhor composição musical para espetáculo, ganhei também o Prêmio Saul Trompete, Troféu Pinhão de Trilha para cinema .

Você já ganhou consideráveis prêmios com o seu trabalho. Que relevância eles têm para você?
Vadeco: Os prêmios são um símbolo de reconhecimento do seu trabalho, além de engordar o currículo. Mas o mais importante é o incentivo, cada prêmio ganho ou disputado faz de você um artista cada vez mais crente em relação as possibilidades do seu trabalho.

O que é exatamente aquele evento ¿Boa Viagem¿ ? Vocês ainda estão neste projeto?
Vadeco: O Boa Viagem foi um evento que aconteceu no Teatro Paiol um bom tempo atrás , nele várias formas de arte se relacionavam em um mesmo espaço, este projeto foi bem importante naquele momento, na verdade sempre que podemos fazemos eventos com esse perfil.

E falando em projeto, vocês estão participando do dvd do Paulo Munhoz, sobre lendas infantis?
Vadeco: Sim, ele está na fase de montagem e edição no momento, nossa parte já esta pronta estamos esperando para ver. Nele tem cinco lendas onde quatro delas são contadas em forma de música, e numa delas eu faço a dublagem da voz de um personagem.

E a ¿Quarta Cósmica¿, quando é que volta para o Cine?
Vadeco: Por enquanto não sei bem se vamos voltar com as quartas, produzir, tocar etc... desgasta muito, e você ter este desgaste semanalmente é complicado, mas com certeza algum outro projeto com este perfil vai rolar.

Vocês têm alguma marca registrada ? Aquela que, quando alguém ouve diz ¿são os caras¿?
Vadeco: Na verdade nunca pensei nisso. Rs

Qual a filosofia dos ¿Astronautas¿?
Vadeco: Viajar tocando/ tocar viajando, cada um tem uma filosofia pessoal, acho que o que existe em comum é a vontade de trabalhar e desenvolver este trabalho.

Qual a formação do grupo atual?
Vadeco: Vadeco¿voz e violão Vina Lacerda : Percussão/ Jorge Falcon: Guit/ Teclado/ Ricardo Ô Rosinha: Percussão/ Leo Mariste: Baixo .

O que é fazer música em Curitiba?
Vadeco: É estar sempre trabalhando, tocando . O circuito é de certa forma fechado, mas não intransponível.

E os planos para 2004 ?? O que vocês trazem de novidade ?
Vadeco: Estamos em laboratório, montamos um estúdio em casa e fazendo experimentos para o disco.

Para conferir de perto o som de vocês? Como é que está a agenda da banda?
Vadeco: Os únicos shows marcados são na Argentina, vamos tocar lá em abril, mas antes de irmos com certeza vamos armar alguma coisa por aqui. Estamos começando a arrumar nossa página www.vadecoeosastronautas.com.br, quem estiver interessado em receber informações de shows etc, pode mandar um email pela página que estaremos respondendo.



postado por: Ju Blablas 2:50 PM



Sexta-feira, Maio 14, 2004

DP3


 
Reserve a água gelada, pois vem um tempero forte por aí.
 
Desde  agosto de 2000, a banda Depois das Três  já faz a maior festa nos palcos da cidade com um repertório pra lá de apimentado. Tocando músicas próprias e fazendo releituras das bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Plebe Rude, Capital Inical, U2, R.E.M., Beatles , Deep Purple, Bob Marley entre outras bandas que são referência dos anos 80.
 
Em 2001 os meninos lançaram o primeiro single que foi tocado nas rádios de Curitiba e do litoral catarinense. Logo depois lançaram a primeira demo chamada ¿100% Independente¿, com dez composições próprias que renderam  participações em festivais de Brasília e São Paulo.
 
Agora em março deste ano, Bamm Malgueiro ¿ Voz , Léo Pupo ¿ Guitarra, Tito Squeeze - Guitarra e Violão, Black ¿ Baixo e Juan ¿ Bateria,  prometem apimentar o cenário musical com o lançamento do cd  Tempêro, numa produção totalmente independente.
 
 
Vocês já lançaram o cd Tempêro? Se ainda não, tem data prevista?
Tito Squeeze: Nós já fizemos um pré-lançamento no Rephinaria final de Janeiro. Mas resolvemos deixar o lançamento oficial para depois das férias. Por isso estamos nos programando lançar o CD final de março. Nossa idéia é trabalhar numa produção esmerada, tanto é que convidamos a Mariele Loyola (Cores D Flores) para assinar a produção do show, que vai contar com convidados especiais, iluminação de primeira e outras surpresinhas. 
 
Qual foi a maior dificuldade de produzir o cd , já que são 100% independentes?
T.S: Qualquer produção independente é muito difícil, principalmente em relação ao custo de gravação. Nós tivemos sorte pois conseguimos uma parceria legal com o antigo estúdio Way to Blue e com o produtor do disco, Cássio Linhares, o que viabilizou a gravação deste CD. A prensagem fizemos pelo extinto Banco Social do Governo do Estado. Mas, mesmo sendo muito mais fácil gravar um CD hoje, graças à tecnologia, a realidade das bandas que estão iniciano ainda é muito distante do que seria o cenário ideal para que todos pudessem registrar seu trabalho de uma forma independente e preferencialmente, barata. 
 
Qual a música de trabalho do Tempêro?
T. S: "Outdoor". É uma parceria do Bamm com o músico brasiliense Mariano Borges, um grande colega nosso, que inclusive produziu nossa primeira demo em 2001, uma música de sua autoria chamada "Te Daria o Mundo". Costumamos brincar que o Mariano é "culpado" por estarmos aqui até hoje...
 
Qual o "condimento" principal para o Tempêro?
T.S: Sinceridade, acima de tudo. Acho que se um trabalho não é sincero e expontâneo, ele perde um pouco de sua credibilidade. Além disso, não temos receio em misturar nossas influências e fazer músicas como "Fumaça Densa" por exemplo, que tem uma batida heavy metal e que depois cai num reggae. Uma vez um amigo nosso disse que nosso som poderia ser definido como Hard Soul. Na hora imaginei que a crítica iria se deleitar com isso.. (rs). Mas apesar de não gostarmos de rótulos, temos certeza de que vários deles cairão sobre nossas cabeças.
 
Os shows do DP3 têm fama de ter "alta temperatura". Seria muito "THC, cerva e mina " (em referência a faixa5)
T.S: (rs)...Acho que nosso principal foco quando pensamos num show, é fazer algo "pra cima" sempre, como se o público tivesse ali do nosso lado no palco. E quando estamos lá tentamos passar essa energia pra galera, pois vou te falar, rock´n´roll sem suor e sem garra não rola né?
 
 
E as composições próprias? Quem é que fica responsável pelas letras e melodias?
T.S: A maioria das músicas deste CD foram feitas por mim e pelo Bamm, parcerias ou não. Não tem uma regra específia. Algumas vezes o Bamm aparece com uma letra e quando vejo já tô com uma música na cabeça, ou às vezes pinta um groove e a gente vai montando as coisas na hora, e assim vai. Pra falar a verdade toda vez que a gente se encontra sai com uma música nova. Mas ultimamente estamos incentivando toda a banda a compor também. Talvez o que tenha dificultado isso um pouco foi o fato de já termos trocado nossa cozinha (baixo e bateria) algumas vezes, o que perde um pouco essa unidade da banda. Mas creio que esse ano, com tudo o que tem pra acontecer aí pela frente, muitas músicas novas virão. 

O que é fazer música em Curitiba? Vocês acham que o circuito é muito fechado?
T. S: Fazer música própria em Curitiba ainda é muito complicado. Poucas casas abrem este espaço e o próprio público curitibano não tem esse hábito de prestigiar a cultura local. Então o que vemos são ações isoladas por parte de algumas bandas ou produtores, como é o caso do Black Maria que tá fazendo um excelente trabalho no Era só o q Faltava. Tem muita banda nessa cidade e o pessoal tá fazendo um som de qualidade, mas para que realmente tenhamos uma cena local forte, muita coisa ainda tem que mudar. Vai ser impossível emplacar bandas locais aqui sem um trabalho conjunto de músicos, produtores e principalmente da mídia, que ainda é o principal caminho para que nossa música chegue em todos os lugares. Pessoalmente acredito que enquanto isso não acontecer, a gente vai continuar batendo a cabeça, tentando. Ou então vai embora para São Paulo, Rio de Janeiro ou afins.
 
Onde podemos conferir o "DP3"? Como está a agenda do grupo?
T. S: Nós aproveitamos essa temporada de verão, onde os shows em Curitiba são mais escassos, para fechar uma formação fixa da banda, por isso tocamos muito pouco nesses dois meses. Estamos montando um novo show para 2004 e em março estaremos de volta aos palcos. Neste mês priorizamos o lançamento do CD, mas muita coisa boa vai rolar por aí ainda. E fora daqui também! Mas por enquanto, só especulções.
 
Qual a formação do grupo atual?
T. S: Bamm Malgueiro - Voz
Léo Pupo - Guitarra
Tito Squeeze - Guitarra e Violão
Black - Baixo
Juan - Bateria
 
 
Vocês já participaram de alguns festivais como o Festival Trsnsamérica-Semp Toshiba e o Festival da Cooperativa do Rock, e agora em 2004, quais os planos da banda?
T. S: Esses festivais foram importantes para que adquiríssemos maturidade, principalmente o Festival da Cooperativa do Rock que nos levou a tocar em São Paulo, onde fizemos muitos contatos legais. O Festival Transamérica - Semp Thoshiba também foi muito importante, pois ficamos entre as 80 bandas finalistas da primeira edição, e por isto nosso som tocou em rede nacional pela rádio Transamérica. Para este ano, a prioridade é divulgar nosso CD o máximo possível. Já estamos tendo alguns retornos bem legais, principalmente de Sampa, onde nosso trabalho foi muito elogiado, e em breve etaremos marcando alguns shows por lá, além de Santa Catarina, que já virou uma segunda casa para o DP3. Enquanto isso, vamos trabalhando aqui em Curitiba sempre procurando estar no palco, que é o lugar onde mais nos sentimos em casa. Rock´n´roll é isso, não pode baixar o volume NUNCA!!!!!

www.dp3.com.br.com.br

postado por: Ju Blablas 10:51 AM



Sexta-feira, Maio 07, 2004



fotos: Kid Zero

Universo em Verso Livre



O grupo que define "o mundo como um único verso, recitado infinitas vezes, de infinitas formas" ,mostra uma imensa diversidade do seu trabalho em forma de poesia e notas musicais.
 
Usando vários instrumentos e criando uma miscelânia rítmica Daniel Farah, Mamba, Du Gomide, Jan, Belini, Fred e Bernardo criaram um estilo próprio, sem rótulos com apenas a simplicidade, energia e encantamento do "Universo em Verso Livre".
 

Como nasceu o Universo em Verso Livre?


Bernardo: Foi uma coisa meio cósmica que juntou o pessoal. Eu conhecia o Fred, o Daniel conhecia o Du, e um foi apresentado para o outro. A gente se encontrou na faculdade e começamos a fazer um som juntos. Levava o pandeiro, a flauta e ficava brincando na escadaria. A banda nasceu da vontade de criar música própria,uma música nova que parte de dentro mesmo. Mas não éramos amigos de antigamente.
 

E por que esse nome "Universo em Verso Livre"?


Bernardo: A gente ficou um tempão com a banda sem nome. Nem se preocupava muito com nome no começo. Eu ficava todo dia matutando o que seria legal de nome. A gente escolheu esse nome porque ele abrange tudo e cada coisa. O "Universo em Verso Livre" seria o todo e cada coisa.
 

E as composições próprias? Quem é que fica responsável pelas letras e melodias?


Bernardo:  criamos em conjunto. As vezes um faz algo no violão, outro coloca uma coisa em cima. Não tem uma coisa de uma pessoa que faz ou outra . Se rolar a energia que a gente sente que é do grupo ... muitas vezes a gente acaba por experiência criando coisas sente que tem a energia do "Universo" que é própria para levar para dentro do grupo.
 

Onde procuram inspiração?


Bernardo: dá um estalo e acontece...(risos).

Vocês só tocam músicas próprias?


Bernardo: O trabalho da banda é só com composição própria mesmo. É isso que a gente quer levar e o que a gente incentiva. Mas com certeza também é legal brincar com músicas de outras pessoas , é de grande valor.
 

O que serve de instrumento?


Bernardo: A gente usa um monte de coisa desde guitarra, baixo, violão até flauta, violino, viola caipira, vários tipos de percussão, vaso, tambores, bongô. E a gente está procurando acrescentar mais instrumentos ainda.
 

Com essa mistura de instrumentos vocês acabam criando novos ritmos...


Bernardo: O trabalho da banda até por ter essa abertura da gente não definir qual o nosso estilo musical, a gente acaba tendo essa liberdade de pegar outros ritmos, misturar e ao mesmo tempo criar uma coisa nova, com uma outra cara que você não reconhece em nenhum outro lugar mas você sabe que tem uma identidade.
 

O que vocês costumam ouvir, quais as influências?


Bernardo: São sete pessoas que formam a banda e cada pessoa veio com uma influência diferente que acabou trazendo aqui para dentro, mas é difícil de explicar qual a influência de cada um.
 

Qual a mensagem que vocês pretendem levar com as músicas?


Bernardo: São infinitas mensagens. A nossa intenção musical é imensa. Desde temas sociais não abordados de uma maneira específica, até quanto a música para trazer o transe, outros estados de consciência. A nossa intenção com a música é fazer a pessoa se perceber e poder estar curtindo ali no momento, e sentir uma energia e poder trabalhar em grupo e trazer aquilo ali para a vida dela.
 

Qual a filosofia da banda?


Bernardo: Liberdade. Comunicação e liberdade.
 


Bernardo: São as várias maneiras de se manifestar a arte e poder tocar as pessoas, estar atraindo ela naquele momento como se fosse um celebração e não só algo como ¿eu vou num barzinho ver uma banda tocar¿, tem que ter todo um clima, rolar a energia que a gente quer passar. Por isso a tem todo esse jogo musical e visual e de cheiros em volta, que ajuda a compor.
A arte tem muitas maneiras de se manifestar. Até mesmo nas apresentações a gente tenta fazer a decoração ou brincadeiras com luzes... Na gravação do cd,a gente teve parceria com a artista plástica Laiza Lemos, que fez um trabalho com projeções, jogo de luzes, cores, aromas, transparências e tal, um resultado bem lindo.

 

Tiveram uma participação também no teatro...


Bernardo: Em 2002 fomos convidados para musicar a peça multimídia Taurus. A gente musicou e participou atuando na peça. Foi uma experiência muito legal, porque a gente vinha trabalhando só com coisas próprias. A gente espera até receber mais propostas, porque foi bom demais trabalhar com isso.
 

Vocês tem um estilo de musica diferente do comercial, vocês se ressentem pela falta de mídia?
Bernardo:

Tadinha da mídia que está perdendo algo (risos), pois acredito que o nosso trabalho é sério e especial e que toca as pessoas. Não é uma coisa que vá contra o gosto da população.
 

E o cd Universo em Verso Livre ao vivo... foi o primeiro de vcs?
Bernardo:

Gravamos o cd no Paiol, já estamos com ele pronto, mas a festa de lançamento a gente ainda não fez. Pretendemos lançar em breve.
 

Parece que tem uma história que vocês entraram numa Kombi e saíram tocando pela estrada...
Bernardo:

Foi entre o final de dezembro do ano passado e comecinho de janeiro. Passamos por São Tomé das Letras MG, Lençóis, Chapada Diamantina, Capão, Salvador e Trancoso. Foi muito bom.
Através do Projeto de Difusão Cultural aqui do Paraná a gente primeiro tinha planejado fazer um roteiro bem específico para passar por São Paulo, Rio de Janeiro, enfim, as capitais. Mandamos os projetos para as capitais, deu certo, o pessoal deu retorno abrindo teatros com datas e tal. Mas o Projeto -de Difusão Cultural, acabou não acontecendo à tempo para a gente. Então resolvemos fazer a viagem de um jeito alternativo, cada um colocou um pouco de grana para a gasolina e o resto a gente foi conseguindo na estrada.
 

E como foi a receptividade do público de outras capitais?
Bernardo:

O pessoal adorou, fizemos contatos bem legais com pessoas muito lindas que encontramos pelo caminho. Gravamos um cd em São Tomé onde conhecemos o dono de um bar e ele também tem equipamentos de gravação e nos convidou para fazer um som. A gente conheceu um outro músico em São Tomé também, o Beto, que toca reggae e a gente resolveu gravar um cd junto com ele, que logo, logo estará nas nossas mãos, pois estamos trabalhando com mixagem, remasterização.

Todos os integrantes do grupo são curitibanos?
Bernardo:

Não. Uns são aqui de Curitiba, outros de Brasília, Guarapuava e São Paulo.
 

O que é fazer música em Curitiba? Vocês acham que o circuito é muito fechado?
Bernardo:

eu acho que é uma aventura, ainda mais quando você tem uma proposta de fazer algo novo. Aqui é uma cidade como qualquer outra cidade do mundo, que está crescendo, está aprendendo a ter suas coisas... eu acho que a mesma dificuldade que encontraríamos em São Paulo e Rio de Janeiro, apesar de falarem que lá é mais fácil, acho que também encontra aqui. E as mesmas facilidades Curitiba esta começando a ter também. Mas com certeza não podemos ficar fechados só aqui. Aqui em Curitiba tem como você crescer, tentar se destacar e ainda partir para outros lugares. A nossa intenção é crescer aqui mesmo e a levar muita coisa daqui para fora também.
 

E os planos para 2004 ?? O que vocês trazem de novidade ?
Bernardo:

Lançamento do nosso cd ao vivo, fazer um cd novo porque o pessoal não agüenta ficar parado, está sempre criando. E tem um pessoal amigo nosso que faz teatro e a gente vai tentar fazer uma misturança não só da banda Universo em Verso Livre, mas fazer espetáculos.
 
 

Além de músicos vocês tem outra profissão, ou dedicam-se totalmente a música?
Bernardo:

todo mundo brinca de tudo na verdade -risos.
 

E qual a mensagem que você deixa para os leitores?
Bernardo:

Quem não conhece venha conhecer e quem já conhece vamos continuar na mesma diversão, na mesma energia que a barca está solta aí no mundo.

postado por: Ju Blablas 12:09 PM




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